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15/09/2008 - 11h19

TI: executivos superestimam capacidade das organizações de alcançar metas

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Por: Karin Sato

Pesquisa da Unisys realizada com 1,2 mil executivos em todo o mundo revela uma defasagem entre as metas de negócios e TI (tecnologia da informação) e a capacidade de suas empresas para alcanças tais objetivos.

Questionados sobre quais são seus objetivos de negócios mais importantes, os entrevistados priorizaram as seguintes metas: conquistar novos clientes, estabelecer relacionamentos mais estreitos com eles, desenvolver novos produtos e serviços, aumentar as vendas e receitas e abrir novos mercados.

Para atingir esses objetivos, eles identificaram as seguintes características essenciais: capacidade de apoiar a inovação, práticas de gestão de TI, tomada estratégica de decisões, abordagem de investimentos em TI, comunicações (fluxo de informação dentro da organização e entre empresas) e modelos de compras e de segurança em TI.

Resultados
A pesquisa pediu aos executivos que avaliassem o atual estágio da sua organização em relação à capacidade de execução em cada área e onde esperam que ela esteja daqui a três anos. Confira as respostas:
62% dos entrevistados pretendem, dentro de três anos, incentivar a inovação ou alcançar a liderança de mercado por meio do apoio à inovação. Ainda assim, 70% admitem que não contemplam a inovação, ou que sua capacidade é moderada ou que está em evolução;

Ao descrever as práticas de TI, 52% dos entrevistados esperam tratar o setor como um investimento ou diferencial em três anos, porém 72% o consideram uma função de apoio, um meio de aumentar a produtividade ou um gasto de capital;

Embora apenas 51% dos entrevistados possuam estratégia e modelo formais e amadurecidos de compras de TI, 75% ambicionam ter uma estratégia dentro de três anos;

60% dos entrevistados avaliam seu modelo de segurança como inexistente, limitado ou moderado, contudo, 75% almejam que ele seja de última geração, em três anos.
"Muitos executivos estão em uma camisa-de-força orçamentária imposta por noções limitadas de como a TI pode apoiar os negócios", afirma o vice-presidente da área de Consultoria e Integração de Sistemas e de Serviços Estratégicos Globais da Unisys, Dominick Cavuoto.

"Eles gastam 80% do seu orçamento de TI em manutenção de infra-estrutura e pensam tardiamente no financiamento da inovação. Essas restrições vêm sendo impostas em grande parte pela visão antiquada de que a TI é um centro de custos, não de investimentos", finaliza.

Fonte: Site InfoMoney.

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